20/05/2026 as 09:26
EDUCAÇÃOSintese afirma que paralisação busca abrir diálogo sobre a atualização do piso salarial
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Professores das redes municipais de Sergipe vão cruzar os braços. Em 12 municípios, a categoria decidiu realizar o ‘Dia de Luta pelo Piso’ e vai parar as atividades, por um dia, nesta quinta-feira, 21. De acordo com o Sintese, a decisão surge por falta de diálogo e de perspectiva de negociação por parte das gestões municipais, levando os professores destes municípios a paralisar as atividades e realizar atos com o objetivo de pressionar as gestões municipais a cumprir a legislação.
Vão paralisar as atividades e realizar atos simultaneamente os professores de 12 municípios, entre eles, Pirambu, Carmópolis, Pacatuba, Poço Verde, Tomar do Geru, Arauá, Santa Luzia do Itanhy e Itabaianinha. O sindicato lembra que a atualização do piso salarial do magistério é assegurada pela Lei Nacional 11.738/2008, que é taxativa ao estabelecer que professores da rede pública de todo o país devem ter seus salários atualiza - dos anualmente, sempre no mês de janeiro, respeitando a carreira, o nível de formação acadêmica e o tempo de serviço de cada professor, bem como decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Para 2026, o Ministério da Educação (MEC), através da Medida Provisória 1.334/2026, determinou que o percentual de atualização do piso salarial do magistério é de 5,4%, e o valor passou a ser de R$ 5.130,63, para jornada de 40h, tendo como base o nível médio. A diretora do Departamento de Bases Municipais do Sintese, professora Vera Lúcia, afirma que, anualmente, o sindicato busca as gestões municipais para que a atualização do piso seja efetivada no mês de janeiro, conforme determina a lei. “Solicitamos às prefeituras, por meio de ofícios, que os projetos de lei de atua - lização do piso salarial dos professores, com a devida manutenção dos direitos inerentes à carreira, fossem encaminhados, ainda no mês de janeiro, para as casas legislativas dos municípios, conforme estabelece o artigo 5º da Lei do Piso.
Solicitamos também que fossem agendadas audiências com as gestões municipais, em caráter de urgência, para tratarmos sobre a questão. Estamos no mês de maio e ainda temos prefeitos que não cumpriram a legislação, mesmo o Sintese buscando constantemente o diálogo. Neste sentido, as paralisações nos municípios não vieram ‘do nada’, mas sim uma reação da cate - goria diante do desrespeito a um direito assegurado por lei e do processo de desvalorização do nosso trabalho”, explica.
A decisão de aderir ao ‘Dia de Luta pelo Piso’ e paralisar as atividades, no dia 21 de maio, foi tomada por professores em cada um destes 12 municípios, por meio de assembleias que aconteceram ao longo das duas últimas semanas. A também diretora do Departamento de Bases Municipais do Sintese, Emanuela Pereira, explica que o sindicato convoca as assembleias para que os professores possam decidir, de forma democrática e coletiva, os rumos da luta em seus municípios. “A ideia é que o dia 21 de maio seja um dia de luta em defesa do piso, envolvendo simulta - neamente professoras e professores das redes municipais, em diferentes cidades e regiões do nosso estado. As professoras e professores, em suas assembleias, de forma coletiva e democrática, apontam como a luta deve ser feita dentro do seu município”, pontua a professora.