10/09/2026 as 09:53

POLÍCIA

Polícia Civil combate furto de energia em cinco bairros

Operação integrada de combate ao furto de energia mobiliza 30 equipes em Aracaju

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Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra Concessionárias de Serviço Público (DRCSP), participou, nessa quarta-feira, 9, de uma operação integrada com a Polícia Científica e a Energisa, com o objetivo de combater o furto de energia elétrica na zona norte de Aracaju. Cerca de 30 equipes realizam inspeções em residências e estabelecimentos comerciais nos bairros Santos Dumont, Lamarão, Cidade Nova, Dom Luciano e 18 do Forte. O furto de energia, popularmente conhecido como “gato”, é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e impacta diretamente a qualidade do fornecimento de energia elétrica.

As ligações clandestinas e fraudes podem provocar sobrecarga na rede, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e acidentes graves, incluindo choques elétricos e incêndios. Entre 2025 e 2026, aproximadamente 7 mil irregularidades foram identificadas pela Energisa. “Quem furta energia não apenas prejudica toda a sociedade, mas também coloca pessoas em risco e compromete a qualidade do fornecimento para os clientes que pagam suas contas regularmente. Por isso, investimos continuamente em inteligência, tecnologia e fiscalização para identificar e combater essas práticas”, afirma o coordenador de Planejamento Comercial da Energisa Sergipe, João Victor de Sá.

Com as alterações realizadas em 2026, a pena para o crime de furto de energia passou a ser de um a seis anos de reclusão, além de multa, podendo ser agravada conforme as circunstâncias do caso. A mudança também ampliou o aumento de pena para crimes praticados durante o repouso noturno. “Os responsáveis podem ser conduzidos à delegacia durante as operações, responder a procedimento policial, processo criminal e às penalidades previstas na legislação”, destaca o delegado da DRCSP, Cledson Ferreira. Além das consequências criminais, os clientes identificados com irregularidades ficam sujeitos à cobrança da energia consumida e não faturada.