18/05/2026 as 18:48
SEMANA NACIONAL DE MUSEUS
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O Museu da Gente Sergipana realizará programação alusiva à 24ª Semana Nacional de Museus a partir desta terça (19). Com o tema ‘Museus unindo um mundo dividido’, a proposta é refletir sobre o papel dos museus na construção de uma sociedade mais justa e democrática, que respeita a diversidade de vozes e de experiências.
É nessa perspectiva que o museu intensifica seu papel de promotor de diálogos e de garantias de direitos através de uma programação plural, diversa e inclusiva. A programação promoverá oficinas, lançamento de documentários, espetáculo de teatro, apresentação de quadrilha, feira criativa e show musical.
Nesta terça e quarta, 19 e 20, às 14h30, acontecerão as oficinas ‘Colorindo o Museu’ e ‘Narrativas em Cores’, respectivamente, com o arquiteto, urbanista e artista visual, Eddye Matheus Ramos. As oficinas, direcionadas a crianças de 5 a 12 anos, buscam a construção coletiva de murais e telas que exaltem a diversidade cultural e a identidade sergipana por meio de diferentes expressões artísticas.
No dia 21 de maio, quinta, às 14h, acontecerá o lançamento do Documentário ‘Contra todas as forças que nos oprimem - CTFO’ e o Pocket show da trilha original do filme dirigido por Graziele Ferreira. O documentário é uma celebração à trajetória de Antônio da Cruz, artista plástico e líder sindical de Sergipe. O lançamento será no Auditório Cândido de Faria e a classificação indicativa é livre.
A cultura urbana também fará parte da programação. No dia 22, sexta, às 14h30, acontecerá a Oficina ‘Arte que move: fundamentos do breaking’, ministrada pelo B-boy Anderson BDLO, com o objetivo de valorizar os movimentos artísticos de rua como parte essencial da formação cultural de Sergipe através do ensino de passos básicos e da musicalidade.
Festival Museu é Rua
Encerrando a programação, no sábado, dia 23, acontecerá o Festival Museu é Rua, um encontro que valoriza a nossa identidade, promove a aproximação entre as pessoas e celebra a riqueza das manifestações locais. O festival trará uma programação variada que terá início às 10h com a Confecção do Eco Mural ‘Museu é Rua’, coordenado pelo arquiteto, urbanista e artista visual Eddye Matheus Ramos.
Às 14h será o lançamento do documentário EMPREAFRO, idealizado por Tatiane Costa (Negra Luz). O documentário celebra e analisa o afroempreendedorismo como motor de transformação social e econômica em Sergipe a partir de vivências em comunidades quilombolas e territórios tradicionais para promover inclusão, diversidade e sustentabilidade.
A Feira do Mangaio será outra atração do Festival e terá início às 15h. A feira incentiva a economia criativa por meio da exposição e comercialização de produtos criados por mulheres pretas empreendedoras, na sua maioria do Centro-Sul de Sergipe. O espaço é uma imersão na gastronomia e no artesanato local.
Também às 15h acontecerá o projeto Teatro no Museu com a apresentação do espetáculo ‘Para Onde Voam os Pássaros?’, da Cia. A Tua Lona e direção de Euler Lopes. O espetáculo conta a história de dois irmãos, uma tradição ancestral e uma escolha que pode mudar destinos, através de uma imersão nas raízes culturais de Sergipe. Uma história emocionante sobre escolhas, conflitos e descobertas, revelando novos caminhos.
Às 16h30 acontecerá a apresentação poética com Slam da Norte, apresentando a potência da poesia falada e do protagonismo da juventude preta e periférica da Zona Norte de Aracaju. Um encontro entre a escrita crítica e a performance urbana, reafirmando a arte como ferramenta de inclusão e transformação social.
Às 17h, a Quadrilha Junina Xodó da Vila fará apresentação com o tema ‘Museu da Gente Sergipana - um mergulho na alma do povo sergipano’, escolhido para o ano de 2026. O espetáculo junino transforma as memórias e o acervo do museu em afeto, ritmo e movimento. Cada passo busca reconectar o público com os saberes e as histórias que moldam o sentimento de sergipanidade.
A programação será encerrada às 18h com o Show musical ‘Correnteza’ com Jaque Barroso. O show celebra a ancestralidade e a fusão musical. A multiartista sergipana une o afrofuturismo e as batidas eletrônicas contemporâneas aos ritmos tradicionais quilombolas do Nordeste. Esta apresentação especial ganha ainda mais força com a participação do tradicional Grupo de Samba de Coco do Crasto e do cantor Pardal, promovendo um encontro potente de gerações que exalta o orgulho negro, a cultura popular e a tradição viva do estado de Sergipe num espetáculo imperdível.