01/11/2018 as 21:27

TURISMO

Ceará tem boas opções culturais e de lazer

Há restaurantes especializados em comidas típicas do Ceará


Os atrativos turísticos cearenses vão além de praias famosas como Fortaleza, Aquiraz, Jericoacoara e Canoa Quebrada. O estado tem extensa diversidade cultural, parques e cachoeiras para um maior contato com a natureza e centros de comércio de artesanato. Rendas, artigos em couro, garrafinhas de areia e cachaças artesanais podem ser encontradas em locais como o Mercado Central e o Centro de Turismo do Ceará, mas também em feirinhas de artesãos espalhadas pelo estado.

Há restaurantes especializados em comidas típicas do Ceará e do Brasil, como feijoada, baião de dois e moqueca. Mas também há muitas opções de comida contemporânea e sofisticada.

O Museu do Eclipse, na região Norte do Ceará, conta a história do eclipse observado em 1919 pela equipe de Albert Einstein, em Sobral, que ajudou na comprovação da Teoria da Relatividade. Na região do Cariri, destaque para o Geopark Araripe e o Museu de Paleontologia, que conta com 750 peças de fósseis de animais e plantas do período Cretáceo que narram a vida pré-histórica da região do Cariri.

Rico em artesanato o turismo cultural, o Ceará produz peças em crochê, madeira, cerâmica, bordados, vime, palha, bambu, tricô e renda. As pedras semipreciosas também são exploradas, transformadas em jóias criativas, sobretudo em Quixadá e Quixeramobim. Em Juazeiro do Norte, além da religiosidade, pode-se acompanhar o ofício dos artesãos que confeccionam peças em madeira e objetos de decoração e utensílios para casa. Em Beberibe, as areias coloridas são utilizadas na produção de garrafas com paisagens pelos artesãos locais. Em Fortaleza, destaque para a Casa José de Alencar, o Theatro José de Alencar, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e a Catedral Metropolitana.

Turismo Ecológico

O Maciço de Baturité conta com cachoeiras, muito verde e trilhas para observação de pássaros, orquídeas e outras belezas naturais. O Parque Nacional de Ubajara é uma das opções para quem visita a Região da Ibiapaba. Além disso, o Sertão Central tem o Vale Monumental e a região do Cariri, trilhas organizadas na Floresta Nacional do Araripe. Fortaleza conta com o Parque do Cocó.

Com o tuurismo religioso, Juazeiro do Norte, Canindé e Quixadá são os principais destinos dos romeiros.

O Ceará também é um ótimo destino para quem procura praticar esportes de aventura. Além das praias da Capital, Cumbuco, Porto das Dunas e Jericoacoara são algumas das praias preferidas de quem busca os ventos e ondas constantes do estado. Há também destinos para quem quer aventura fora do mar em trilhas, escaladas, rapel e voos de parapente. Os municípios de Quixadá, Pacatuba, Baturité e Viçosa do Ceará são algumas das opções.

Na gastronomia, o turista não pode deixar de provar os pratos típicos feitos com frutos do mar, além do baião de dois e da tapioca, uma ótima opção para o fim de tarde ou para o café da manhã. Para sobremesa, a dica é apostar na rapadura, na cocada e nos sorvetes, que ajudam a amenizar o calor de 30°C que faz no estado durante o ano todo. Também não deixe de comprar a famosa castanha de caju tanto para provar como para levar para amigos e familiares.

História Ceará

Foi em 1534, exatos trinta e quatro anos após a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, que a área em que se situa atualmente o Estado do Ceará ganhou sua primeira nomenclatura oficial. Passava a se chamar Capitania do Siará a área que, no ano seguinte, seria doada pelo então rei de Portugal, D. João III ao português Antônio Cardoso de Barros.

A medida visava facilitar a colonização e proteção das terras pertencentes à coroa portuguesa, dividindo o Brasil em 14 capitanias hereditárias – que, portanto, seriam repassadas de pai para filho. As terras entregues ao donatário Antônio Cardoso de Barros se estendiam, em faixa horizontal, por parte dos atuais Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão.

Contudo, a região não despertou interesse ao novo donatário. Os altos custos para a instalação de estrutura de exploração da vasta área e a resistência indígena são alguns dos tópicos apontados para a dificuldade de progresso das capitanias como um todo, não exclusivamente a do Siará.

Uma região da coroa portuguesa que experimentou bons frutos com as capitanias foi os Açores. E foi de lá que surgiu o primeiro colonizador que efetivamente empreendeu no Ceará os interesses portugueses. Pero Coelho de Sousa liderou a primeira expedição à região, em 1603

A frota de Pero construiu a primeira edificação colonial no Ceará, o Forte de São Tiago, às margens do Rio Ceará, e batizaram o povoado de Nova Lisboa. Os indígenas, porém, empreenderam forte resistência à esquadra de Pero Coelho, devido à tentativa de escravização, e participaram da queda do Forte de São Tiago. Com isto, os portugueses se viram obrigados a migrar para a região do Rio Jaguaribe, erguendo o Fortim de São Lourenço. Entretanto, em 1607, as dificuldades inerentes à instalação de empreitada tão complexa foram catalisadas por severa estiagem e Pero Coelho decidiu pelo abandono da jornada em solo cearense.

Entre 1611 e 1612, foi a vez de outro português, Martim Soares Moreno, chegar ao Ceará. Apontado como verdadeiro colonizador da região, pelos esforços empreendidos e anos de vivência, ele se instalou na capitania com pequena comitiva, ao lado de um padre e seis soldados.

A primeira empreitada foi erguer, na atual Barra do Ceará, em Fortaleza, o Forte de São Sebastião, no mesmo ponto que recebera o Forte de São Tiago. Após um recesso, em que combateu as invasões da França Equinocial, no Maranhão, retornou ao Siará em 1621, com o título de capitão-mor.

Martim tentou, sem sucesso, incentivar a colonização local através da criação de gado e da cultura de cana-de-açúcar. Ainda buscou apoio junto às autoridades portuguesas, mas sem obter retorno satisfatório. Em 1631, dez anos após ascender ao cargo de capitão-mor, e sem alcançar os resultados almejados, deixou a capitania e legou o comando ao seu sobrinho, Domingos da Veiga.

Em 1637, o Ceará foi ocupado pelos holandeses. Registros apontam que George Gartsman comandou frota com 126 homens, que se apropriaram do forte, desmembrando o domínio lusitano na capitania. Sete anos depois, os estrangeiros sofreram forte combate dos indígenas, que destruíram a fortificação. Com isso, o Ceará voltou a ser dominado pelos nativos.

Em 1649, uma nova expedição holandesa geraria a construção que dá nome à capital dos cearenses até hoje. Matias Beck ergueu, desta vez nas margens do Riacho Pajeú, o Forte Schoonenborch. A edificação seria conquistada pelos portugueses em 1654, chefiados por Álvaro de Azevedo Barreto, e rebatizada de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. O nome é mantido até os dias atuais, quando a fortificação sedia a 10ª Região Militar.

Foi a partir daí que a colonização se deu de forma mais acelerada, com a formação da vila do Forte. Mas a primeira vila oficialmente criada por ordem régia na capitania, em 13 de fevereiro de 1699, foi a de Aquiraz. Foi habitada por indígenas e portugueses – muitos religiosos – que exploraram as áreas próximas à Ponta do Iguape. Tornou-se sede administrativa regional entre 1713 e 1726, quando Fortaleza alcançou o mesmo status e a capital foi modificada em definitivo.

A ocupação

Ao longo dos anos, o processo massivo de ocupação do Siará se desenrolou em duas frentes. A primeira centrou esforços na área litorânea e ganhou a alcunha de sertão-de-fora, tendo forte presença dos pernambucanos. Já antítese, o sertão-de-dentro, tinha influência da Bahia. Impulsionado pela pecuária, o espaço passou a ser ocupado de forma mais uniforme, dando surgimento a vários conglomerados urbanos. É o início do que se convencionou a chamar de “Civilização do Couro”, visto que a cultura do boi proporcionava diferentes vertentes financeiras e de subsistência, como o comércio da carne, do leite e do couro.

Durante os séculos XVIII e XIX, o desenvolvimento da região propiciou o surgimento de cidades como Aracati, principal porto do comércio de charque, Sobral, Icó, Acaraú, Camocim e Granja. Fortaleza ganhava espaço e, no seu encalço, os povoados vizinhos, como Caucaia, Crato, Messejana e Parangaba (hoje bairros da Capital).

Foi na virada do século, precisamente em 1799, que o Siará alcançou a independência administrativa em relação a capitania de Pernambuco, condição que experimentava desde 1680. Pesou para o novo momento da região o desenvolvimento de uma nova matriz econômica, que se aliava à pecuária: o algodão. O chamado “Ouro Branco” foi forte fator de impulso para o crescimento de cidades no Interior e para o aumento das transações comerciais com outras regiões do Brasil.

A capitania virou província às vésperas da Independência do Brasil, em 28 de fevereiro de 1821. Durante todo o império o Siará permaneceu com essa designação até que, com a Proclamação da República Brasileira, em 1889, a província deu lugar ao atual Estado do Ceará.

 











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